Regata Volta à Ilha é a mais esperada da Copa Suzuki Jimny de vela oceânica

Aviso de Regata da 4ª Etapa

Barcos contornam Ilhabela em homenagem ao neozelandês Peter Blake, presente no Yacht Club de Ilhabela na primeira edição, em 2000

São Paulo – Os desafios oferecidos pela Volta à Ilha – Sir Peter Blake fazem da regata a mais esperada entre os velejadores de oceano que disputam o ano inteiro a Copa Suzuki Jimny, válida pelo Circuito Ilhabela. Neste ano, a prova que proporciona a rara oportunidade de se contemplar a exuberância da ilha em 360 graus está prevista para o sábado, dia 29 de novembro, abertura da quarta e decisiva etapa da competição, que será complementada no dia seguinte (30) e no primeiro final de semana de dezembro (6 e 7).

A regata homenageia o neozelandês Sir Peter Blake, bicampeão da America’s Cup e recordista da Whitbread Volta ao Mundo, entre outras conquistas, e por justa razão exige perícia dos velejadores quase sempre testados em várias condições de vento e de correnteza. “Tudo pode acontecer, desde a linha de largada, que depende da direção do vento para ser montada, até a chegada. Contravento, popa, vento forte, vento fraco, buraco de vento são situações a serem enfrentadas e superadas em uma velejada de 360 graus em volta da Ilha”, alerta Carlos Sodré, o Cuca, diretor da Comissão de Regatas (CR).

A prova pode ser disputada no sentido horário (boreste), se o vento estiver de leste, direção predominante na região, com largada na Ponta das Canas (norte de Ilhabela) e chegada na Ponta da Sela, com percurso em torno de 40 milhas (74 km). Se houver entrada de frente fria e o vento estiver na direção sul, a opção da CR é pelo sentido anti-horário (bombordo), com largada em frente ao Yacht Club de Ilhabela e chegada na Ponta das Canas, aumentando a rota para cerca de 50 milhas (92 km). É a única prova da Copa Suzuki Jimny em mar aberto, a exemplo da Alcatrazes na Ilhabela Sailing Week.

Belezas naturais no visual – Na Volta à Ilhabela os velejadores podem contemplar os quatro faróis da cidade: Ponta do Boi, Ponta Grossa, Ponta da Sela e Ponta das Canas. A visão privilegiada inclui praias e enseadas da costa de Ilhabela voltada para o mar aberto, a face leste, muitas delas acessíveis apenas por rota marítima. As passagens pelas ilhas Calhetas e Serraria, assim como as praias de Jabaquara, Castelhanos e Bonete, também estão no roteiro.

“O lado de fora de Ilhabela possui uma beleza natural que raramente temos oportunidade de contemplar. É possível ainda receber a ‘visita’ de um cardume de golfinhos durante a regata. E depois de velejar durante nove ou dez horas, cruzar a linha de chegada é bem emocionante”, relata o bicampeão pan-americano da classe Lightning, Mário Buckup, presente em todas as edições da Volta à Ilha em diferentes embarcações.

Em 2013, o Fita Azul, primeiro a cruzar a linha de chegada, foi o Lexus Chroma, com 8h31m48, apenas 54 segundos à frente do Caballo Loco, vencedor da classe C30 no tempo corrigido. Na primeira edição, em 2000, Peter Blake estava de passagem por Ilhabela, participou da prova com seu veleiro de alumínio Polar Seamaster e entregou os prêmios aos vencedores no Yacht Club de Ilhabela (YCI), junto com o então comodoro Ivan Lopes. No ano seguinte foi assassinado por piratas no Amapá, enquanto desenvolvia projeto ecológico na Amazônia. A partir de 2002 a regata passou a homenagear um dos maiores navegadores do mundo.

Inscrições para a quarta etapa da Copa Suzuki Jimny – Serão feitas no YCI, nos dias 28 e 29 de novembro (28/10 das 18h às 21h e 29/10 das 8h às 11h) na secretaria do evento ao valor de R$ 85,00 por tripulante (exceto tripulante-mirim, isento de taxa). A 14ª Regata Volta à Ilhabela Sir Peter Blake reunirá veleiros das classes: ORC, IRC, C30, BRA-RGS A e B, e RGS Cruiser. Os barcos das classes HPE e BRA-RGS C, correrão regata de percurso médio ou barla-sota (entre boias) no Canal de São Sebastião ou imediações do farol da Ponta das Canas, conforme decisão da CR. As três etapas anteriores da temporada foram disputadas nos meses de março, junho e setembro.

Resultados acumulados após três etapas, considerando-se os descartes:

C30
1º – CA Technologies (Marcelo Massa) – 12 pp
2º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 18 pp
3º – Caiçara Porsche (Marcos de Oliveira Cesar) – 26 pp

HPE
1º – Ginga (Breno Chvaicer) – 15 pp
2º – Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) – 35 pp
3º – Suzuki Bond Girl (Rique Wanderley) – 39 pp

RGS A
1º – BL3 Urca (Pedro Rodrigues) – 12 pp
2º – Montecristo (Julio Cechetto) – 17 pp
3º – Fram (Felipe Aidar) – 20 pp

RGS B
1º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 8 pp
2º – Kanibal (Martin Bonato) – 18 pp
3º – Helios (Marcos Gama Lobo) – 20 pp

RGS C
1º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 18 pp
2º – Rainha (Leonardo Pacheco) – 23 pp
3º – Sextante (Thomas Shaw) – 28 pp

RGS Cruiser
1º – BL3 Wind Náutica (Clauberto Andrade) – 8 pp
2º – Jambock (Marco Aleixo) – 11 pp
3º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 20 pp

IRC
1º – Rudá (Mario Martinez) – 4 pp
2º – Orson (Carlos E. S. Silva) – 7 pp
3º – Mussulo III (José Guilherme Caldas) – 12 pp

Por ZDL - Ary Pereira Jr. – MTb 23297 / ary@zdl.com.br

Tel: 11 3285-5911 / Vivo: 11 9 7602-2986

 

Relatório mostra importância da Amazônia para o clima global

Todos nós já estamos enfrentando impactos muito sérios das mudanças climáticas.

O verão passado foi extremamente seco e quente e provocou fenômenos como a maré vermelha em nosso litoral  que  só se dissipou em março/abril e  um sistema de alta pressão que segue atuante, criou uma área seca recorde em todo o sudeste brasileiro.

Seguimos enfrentando o problema da seca que vai afetando o abastecimento de água e os riscos de redução de oferta de energia gerada pelos sistemas hídricos.

A Amazônia é, sem dúvida a grande provedora de umidade e chuvas para o sudeste do Brasil. É importante entender esta relação e as consequências que mudanças neste ecossistema podem  trazem para o nosso regime de chuvas aqui em São Paulo.

Foi lançado, recentemente, o relatório de avaliação científica intitulado “o Futuro Climático da Amazônia”, de autoria do pesquisador Antonio Donato Nobre. O relatório sintetiza, pela primeira vez, cerca de duzentos dos principais estudos e artigos científicos sobre o papel da floresta amazônica no sistema climático, na regulação das chuvas e na exportação de serviços ambientais para áreas produtivas, vizinhas e distantes da Amazônia.

Sem perder o foco na ciência, nem fazer alarme sem fundamentos, trata dos temas com linguagem acessível e aspiração holística, isto é, busca ligar fontes e muitas análises de especialistas em uma imagem coerente do ecossistema Amazônico e sua influencia no clima do Sudeste brasileiro..

Suas linhas mestras são o potencial climático da grande floresta – fator critico para todas sociedades humanas –, sua destruição com o desmatamento e o fogo e o que precisa ser feito para frear o trem desgovernado em que se transformaram os efeitos da ocupação humana sobre o clima em áreas de floresta.

Esta importante publicação está disponível para download gratuito no site do  Instituto Socioambiental (ISA), uma organização da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, fundada em 1994, para propor soluções de forma integrada a questões sociais e ambientais com foco central na defesa de bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos.

Leitura acessível, a publicação ajuda a compreender a importância deste ecossistema, sua capacidade de regular o clima a quilômetros de distância, o tamanho dos impactos que provocam desequilíbrio na floresta  e a urgência para que algo seja feito o mais rapidamente possível, sob pena de enfrentarmos consequências muito mais graves do que estamos já enfrentando.

Vale a pena ler!

 

YCI recebe a visita dos Trinta-Réis

Trinta-Réis na marina do YCI – Foto: Julio Cardoso

Neste último final de semana lá estavam eles fazendo sua pausa para almoço…

Três espécies desta ave costumam frequentar nossa marina: o trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus),o trinta-réis-real (Thalasseus maximus) e o trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea).

As duas primeiras se reproduzem no litoral de São Paulo entre maio e setembro, em colônias nas ilhas perto de Ilhabela, de Alcatrazes e de São Sebastião.

É possível que parte dos trinta-réis que frequentam a marina do YCI sejam viajantes, vindo à costa brasileira e à outras áreas costeiras do continente, para fugir do severo inverno na América do Norte, fato que  ainda está sendo pesquisado.

O trinta-réis-de-bando, porém, vivem o ano todo na América do Sul – e nesta época possivelmente estão indo para o sul (Sta.Catarina) para passar o verão.

A maior ameaça à sobrevivência dos trinta-réis é a perturbação e degradação de seus ninhais. Colônias no Chile foram abandonadas devido à interferência de turistas e ao barulho de jet skis.

A questão da perturbação dos ninhais se torna ainda mais crítico porque o trinta-réis real e o trinta-réis-de-bico-vermelho são consideradas espécies ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo.

Assim, quando uma colônia for avistada – e isso vale para qualquer ave marinha – a melhor política é manter a distância e observar de longe.

Desde a semana passada eles estão de volta ao litoral norte em grupos que estão vindo até a Marina do YCI para descansar e se alimentar da enorme quantidade de manjubinhas que temos aqui ao redor de nossos flutuantes.

É um banquete para eles!

São pássaros incrivelmente graciosos, que dão um show tanto quando voam em grupo ou em formação e especialmente quando avistam um cardume e fazem mergulhos não muito fundos mas precisos.

Vale a pena apreciar este incrível show aéreo na nossa Marina e todos os barcos que entram e saem podem vê-los de perto.

Pedimos no entanto que todos colaborem, não os espantando com ruídos e nem os alimentando, pois são animais selvagens que sabem muito bem se sustentar com o que ha na natureza e com as manjubinhas que temos em abundancia em nossa Marina.

Um show que vale ser apreciado e para os que gostam de fotografia, eles são incrivelmente fotogênicos!!

Coquetel de abertura da Temporada de Pesca 2014

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Aconteceu na noite de ontem, 29 de setembro, o Coquetel de Abertura da Temporada de Pesca Oceânica Marque e Solte do Yacht Club de Ilhabela, com a presença de pescadores, convidados e associados.

A temporada contará com sete etapas, todas previstas para os meses de novembro e dezembro.

Em breve você poderá consultar o regulamento e a ficha da inscrição para participar conosco de mais esta temporada.

Anote as datas:

1ª Etapa – 01 de Novembro
Abertura com cocktail de boas vindas.

2ª Etapa – 08 de Novembro
Regular sem receptivo.

3ª Etapa – 15 de Novembro
Regular com buffet de sushi e peixes grelhados.

4ª Etapa – 22 de Novembro
Regular sem receptivo.

5ª Etapa – 29 de Novembro
Regular com buffet de sushi e peixes grelhados.

6ª Etapa – 06 de Dezembro
Regular com buffet de sushi e peixes grelhados

7ª Etapa – 13 de Dezembro
Grande festa de premiação e encerramento

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